quarta-feira, 22 de maio de 2013

Chamada de artigos Sur - Revista Internacional de Direitos Humanos



SUR - REVISTA INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

Revista Número 19 - Solicitação de Artigos


POLÍTICA EXTERNA & DIREITOS HUMANOS

Data limite: 15 de junho de 2013
Conectas Direitos HumanosCommonwealth Human Rights Initiative, CIVICUS: Worldwide Alliance for Citizen Participation Asian Forum for Human Rights and Development convidam estudiosos e profissionais a enviar artigos para a 19ª edição da Revista Sur, a ser publicada em dezembro de 2013, cujo foco será a Política Externa e os Direitos Humanos.
Sur - Revista Internacional de Direitos Humanos é publicada duas vezes ao ano pela Conectas, em parceria e apoio da Fundação Carlos Chagas. É editada em três idiomas (inglês, português e espanhol), distribuída gratuitamente para aproximadamente 2.400 leitores em mais de cem países, e pode ser acessada na íntegra no endereço www.surjournal.org.
A revista tem como objetivo reforçar o trabalho dos ativistas da defesa dos direitos humanos por meio da promoção de um debate de alta qualidade envolvendo as questões dos direitos humanos, primariamente sob a perspectiva dos países do Sul Global. Entretanto, contribuições de outras partes do mundo também são bem-vindas, especialmente se forem relevantes para a teoria e a prática dos direitos humanos nos países do Sul Global.
A SUR é indexada nos seguintes bancos de dados: IBSS (International Bibliography of the Social Sciences); DOAJ (Directory of Open Access Journals); e SSRN (Social Science Research Network). A revista também está disponível nos seguintes bancos de dados comerciais: EBSCO, HEINonline, ProQuest e Scopus, e gratuitamente no Google Scholar, ISSUU e ISN Zurich (International Relations and Security Network).

POLÍTICA EXTERNA E DIREITOS HUMANOS
Em sua 19ª edição, a SUR pretende promover um debate sobre a relação entre política externa e direitos humanos, dando ênfase especial às potências emergentes e ascendentes entre os países do Sul global.
Tradicionalmente, os países do Sul Global são vistos como objeto da política externa de direitos humanos dos países estrangeiros e como alvo das recomendações internacionais voltadas para os direitos humanos. Em contraste, os esforços internacionais desses países para promover, proteger e fazer avançar os direitos humanos no exterior receberam muito menos atenção. Entretanto, as recentes mudanças globais apontam para um maior desempenho (ou maior potencial de desempenho) de papéis de destaque nas questões internacionais dos países do Sul, em especial as chamadas potências ascendentes os emergentes, como Brasil, África do Sul, Índia e China, entre outras,. Isto pede uma revisão sistemática da política externa praticada por esses países e seu impacto nos direitos humanos. Devemos incluir nisto um novo exame da extensão do compromisso e do envolvimento desses países com os mecanismos regionais e internacionais de proteção aos direitos humanos.
Uma questão que merece mais investigação, por exemplo, envolve a possibilidade de, em virtude do seu histórico de serem vistos (e às vezes verem a si mesmos) como objetos e alvos em relação aos países do norte, os países do Sul Global demonstrarem uma maior propensão a evocar os princípios da soberania e da não-interferência quando se deparam com críticas e sugestões envolvendo sua política externa. Da mesma maneira, será que estratégias de política externa dos países do Sul Global voltadas para o desenvolvimento prejudicam uma abordagem orientada para a proteção dos direitos humanos?
Além dos princípios, compreender os mecanismos reais por trás da elaboração da política externa é crucial em se tratando de medir seu impacto nos direitos humanos. Isto também é importante ao explorarmos pontos de sinergia que permitiriam à sociedade civil e aos demais participantes um envolvimento com os responsáveis pela elaboração da política externa. Isto incluiria o mapeamento e a análise de importantes atores, instituições e métodos por trás da elaboração da política externa e os diferentes espaços disponíveis dentro dessas estruturas e processos permitindo a consulta aos participantes e grupos interessados. Tal exercício também ajudaria a esclarecer as áreas da elaboração da política externa que mais carecem de reformas, reforço ou transparência e responsabilidade.
Assim sendo, a SUR abre suas páginas para artigos que explorem a relação entre política externa e direitos humanos em diferentes contextos e regiões, incluindo análises a respeito de como as estruturas legislativas e institucionais moldam os processos decisórios associados à política externa e aos direitos humanos, especialmente nos países do Sul Global e em particular naquilo que diz respeito às potências emergentes e ascendentes. Algumas das questões que gostaríamos de ver exploradas são: será que a promoção e proteção dos direitos humanos no exterior pode ser considerada um tema de interesse nacional? Qual é o impacto global da política externa dos países do Sul Global nos direitos humanos? Como os direitos humanos são incorporados à política externa das potências emergentes e ascendentes? O que devem fazer os grupos da sociedade civil para monitorar e afetar as posições de seus países em relação aos direitos humanos e seus padrões de votação nos fóruns internacionais? Qual é o impacto da diplomacia não-estatal na situação global dos direitos humanos?
Somos especialmente receptivos a artigos que comentem os seguintes temas:
  • Política externa ligada aos direitos humanos de países do Sul Global - em especial de potências emergentes e ascendentes, envolvendo:
    • Padrões de votação e posições adotadas nas Nações Unidas e outros corpos relevantes, como a Organização da Conferência Islâmica (OCI) e a Commonwealth;
    • Políticas relacionadas aos mecanismos regionais e internacionais de proteção aos direitos humanos, incluindo reações às decisões e recomendações feitas por esses mecanismos;
    • Envolvimentos multilaterais e bilaterais assumidos por potências emergentes, incluindo acordos internacionais de comércio, cooperação e desenvolvimento, e seu impacto para os direitos humanos.
  • Política externa como política pública:
    • Dinâmicas de elaboração da política externa e seu impacto nos direitos humanos;
    • Transparência e accountability nas decisões ligadas aos direitos humanos;
    • Mecanismos de controle social e institucional, espaços e fóruns de debate político e grupos de interesse que trabalham com política externa e direitos humanos;
    • Leis do Uso e Acesso à Informação em questões de política externa;
    • Treinamento e cursos de capacitação em direitos humanos para diplomatas. 
  • Diplomacia vinda de baixo: as atividades dos atores não-estatais e seu impacto para os direitos humanos:
    • A sociedade civil global, os think-tanks e sua pauta internacional para os direitos humanos;
    • Empresas multinacionais e a proteção aos direitos humanos no exterior;
    • O papel dos indivíduos na promoção internacional dos direitos humanos (ou seja, pessoas muito influentes, Presidentes, lideres globais);
    • Mídias sociais e seu impacto nos direitos humanos.
A presente lista não é completa. Artigos envolvendo temas ligados ao mote central da revista também são bem-vindos, ainda que não tenham sido mencionados acima.
A partir dessa edição, aceitaremos também artigos mais curtos para nossa nova seção “Notes from the field”. Nesta seção pretendemos publicar reflexões de profissionais dos direitos humanos envolvendo seu trabalho de campo, descrevendo aquilo que funcionou e aquilo que não deu certo no seu trabalho, bem como os motivos para tanto. Estamos particularmente interessados em artigos que possam ser úteis para o trabalho de outras organizações do Sul. Aceitamos também resenhas de livros publicados recentemente ligados ao tem central da edição.
A SUR 19 também vai incluir materiais envolvendo os direitos humanos que não estejam diretamente ligados ao tema específico do dossiê. Portanto, artigos que lidem com outras questões também serão avaliados pela Comissão Editorial da revista.

SELEÇÃO DOS ARTIGOS E DIREITOS AUTORAIS
Os artigos enviados para a Revista Sur são avaliados por críticos externos num processo de blind-review. A escolha final dos artigos leva essas avaliações externas em consideração e tem como base uma comparação dos artigos enviados para cada edição. O Conselho Editorial não revela as razões para a rejeição de artigos.
Como a distribuição da revista é gratuita, infelizmente não podemos remunerar os autores. Em relação aos direitos autorais, a Revista Sur usa a licença Creative Commons 2.5 para publicar os artigos, preservando assim os direitos do autor.

FORMATO
As contribuições devem ser enviadas em formato eletrônico (arquivo do Microsoft Word) para o endereço de e-mail artigo.sur@conectas.org seguindo o padrão abaixo:
-  Tamanho: 25.000 a 50.000 caracteres (aproximadamente 5.000 a 10.000 palavras), incluindo notas de rodapé. Os artigos para a seção “Notas do campo” e as resenhas de livros devem ser mais curtas, com 7.000 a 20.000 caracteres (ou 1.400 a 4.000 palavras);
-  As notas de rodapé devem ser concisas (as regras para as citações podem ser encontradas em http://www.surjournal.org/rules12.php); 

-  Os textos enviados devem incluir:
o   Uma breve biografia do autor (50 palavras no máximo);
o   Um resumo (máximo de 150 palavras);
o   Palavras-chave para classificação bibliográfica; 
o   A data em que o artigo foi escrito.


PRAZO FINAL
Serão aceitos para a Edição No. 19 apenas os artigos recebidos até 15 de junho de 2013. Os textos recebidos após essa data serão avaliados para a edição seguinte da SUR.

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